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Gosta de e-books? Aproveite a @editoradraco!

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É isso aí, a Amazon do Brasil está fazendo um monte de promoções de e-books com os livros da Editora Draco! Alguns dos títulos chegam a até 80% de desconto, se comparados com as versões físicas.

Meus dois livros da saga O BARONATO DE SHOAH estão por R$5,90 e R$2,90 por lá, aproveite!

 

A Canção do Silêncio: https://www.amazon.com.br/Baronato-Shoah-Can-o-Sil-ncio-ebook/dp/B008TW3JKY/ref=tmm_kin_title_0?_encoding=UTF8&qid=1471376069&sr=1-2

 

A Máquina do Mundo: https://www.amazon.com.br/Baronato-Shoah-M-quina-Mundo-ebook/dp/B00IIU98HK/ref=tmm_kin_title_0?_encoding=UTF8&qid=1479827329&sr=1-5

 

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O Baronato de Shoah de graça?

 

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O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio

Desde a sua publicação em 2011, a saga steampunk O Baronato de Shoah teve dois romances e cinco contos, que fizeram parte do catálogo da Editora Draco e seu selo “Contos do Dragão”.

Primeiramente os contos serviam para impulsionar o universo do livro, dar ao leitor uma amplitude do universo e coloca-lo a par de eventos que acontecem em simultâneo aos romances. Em resumo, os contos seriam como aqueles extras dos jogos de videogame (os dlc). Os contos foram publicados na Amazon e podiam ser adquiridos pela quantia média de R2,99 (mais algumas taxas).

O tempo passou, alguns dos contos atingiram o primeiro lugar do ranking de fantasia (Seoferwulf e O Monge), outros acabaram vendendo pouco  e nós, como editores, sentimos que poderíamos fazer mais pelos leitores e pela obra.

Após um bom tempo de conversa, chegamos à conclusão que seria possível utilizar estes contos para a divulgação dos romances, como uma forma de presentear os leitores que já eram fãs dos livros, mas não tinham muitos meios de ler os romances. Ao mesmo tempo, queríamos atrair novos leitores para Nordara e  empolga-los com a saga.

Foi aí que surgiu o Wattpad.

Para quem não conhece o Wattpad é uma rede social de escritores e leitores, onde as pessoas postam suas histórias, recebem votos e comentários e entram para rankings. A ideia geral é muito boa e ela tem atingido bons resultados Brasil afora (por aqui ainda temos uma rixa idiota entre leitura digital VS leitura tradicional, como se isso fosse motivo de orgulho!).

Sério, eu já vi EDITOR comemorando O FRACASSO DOS E-BOOKS! MEU DEUS, GENTE DO CÉU, O QUE VOCÊS TEM NA CABEÇA!:???!

Voltando ao assunto.

Atualmente, além de O Baronato de Shoah, eu tenho um romance de super-herois (sem editora) e um projeto que estou tentando levar adiante (projeto secreto que eu chamo de “vermelho”), mas além destes livros eu também cuido da conta de Twitter @WattpadBrazil: para juntar o útil ao agradável, resolvi investir um pouco mais na plataforma.

Lembra que eu falei, ali em cima, que conversamos sobre usar os contos como material de divulgação?

Pois é.

Após horas de conversa e pesar na balança, resolvemos que era hora de disponibilizar TODOS os contos já publicados (e alguns que serão publicados) da saga O BARONATO DE SHOAH lá no Wattpad para leitura gratuita dos nossos fãs. Seria uma ação da Editora Draco visando angariar mais fãs para as obras e mostrar que, sim, nós podemos fazer material nacional de qualidade e acessível.

Disponibilizar os contos não foi, somente, uma ação de marketing, mas uma demonstração de respeito para com os leitores. Nós queríamos compartilhar estas histórias com vocês, torna-las acessíveis de alguma forma e sem cobrar diretamente de cada um.

“Mas, Zero, eu queria te dar algo em troca por estas histórias!”

Certo, pequeno gafanhoto, sabe o que você pode me dar em troca delas? Votos e comentários.

Lembra que eu falei dos rankings do Wattpad? Pois bem, histórias que recebem votos e comentários SOBEM no ranking, então é isso que eu preciso que vocês façam (além de comprar os romances, né?). Quanto mais votos eu tiver (compartilhamentos e comentários contam muito, viu amiguinhos?), mais subo no ranking; e isso dá aquele ânimo para continuar escrevendo e disponibilizando outras histórias.

Não esqueça dos romances, sempre em promoção, seus lindos.

Tá, zero, entendi o recado. Mas tem uma sequência para ler as histórias?

Tem sim, steamer!

Eu postei os dois contos mais importantes completos no Wattpad logo de cara, por que eles, basicamente, são parte do primeiro romance. Quando eles atingirem um bom nível de visualizações eu disponibilizo todos os trechos dos outros, ok? (vote, compartilhe, comente, fale para o vovô e para a vovó!).

 

O primeiro conto que você deve ler é o SEOLFERWULF, que conta a história do personagem Diren Gray e de seus pais, Ashcar e Dhalgren Seolferwulf.

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O segundo conto que você deveria ler é O MONGE , publicado originalmente na Coletânea Fantasias Urbanas, organizada pelo Eric Novello. Este conto se passa no meio do primeiro Baronato de Shoah, logo após o capítulo “A Casa dos Caçadores” (se você leu o livro, sabe do que eu estou falando!, se não leu… bom… lembra o que eu falei sobre ler tudo? Tá, parei com o jabá descarado…).

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Eu espero que vocês se divirtam lendo estas histórias da mesma forma que eu me diverti escrevendo. Sério, venham comentar, criticar, pedir mais. Isso faz MUITO bem para um autor.

Steamers do mundo, uni-vos!

Projetos: Eisland – Os Portões do Sussurro

No meu último post sobre projetos para este ano estava incluso um livro cujo nome eu ainda não havia definido direito, lembram?

OS PORTÕES DO SUSSURRO

Sinopse básica na época: 

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imagem: divulgação

A segunda missão é uma farsa: cinco escolhidos devem ir até os Portões do Sussurro e libertar os novos Deuses que lá estão aprisionados. Eles são um problema para o exército, encrenqueiros que se destacaram e incomodaram as lideranças. Suas famílias são pobres, seus recursos são parcos e mesmo assim Järvenden os escolheu como os arautos da liberdade. Erinjhar Farn Eldfell, Sombra de Inverno, Dedrick Raventhor, Eleniak Sadhart, Vikko Espírito da Tempestade, estes são os nomes dos escolhidos, os libertadores de Eisland!

O problema começa quando as duas missões se confundem e se torna impossível distinguir qual delas é a mentira e qual é a verdade. Como saber se os Portões do Sussurro realmente abrigam os novos Deuses ou se os túneis realmente levam ao coração do inimigo? Se os seus amigos são capazes de mentir para você, o que os seus inimigos farão?

Inicialmente este deveria ser um livro básico de fantasia com umas 120 páginas, com doses de aventura e ação, ao melhor estilo Dragonlance. Mas, como todo escritor, comecei a ter umas ideias pelo caminho, mostrar a história dos vilões malvados (O Senhor das Brumas, Berik Lorde de Chifres, Keillen Rainha dos Dragões e Osho-San), mostrar mais da tecnologia clockpunk de Eisland.

Além disso, surgiram algumas dúvidas: e se a mentira sobre as missões fossem tão bem contadas que as próprias lideranças khans passassem a brigar pelo direito de enviar seus escolhidos? Se o Quinto Império não caísse na armadilha e, para garantir, enviasse seus guerreiros para Eisland a fim de tomar o poder? Ou, na pior das hipóteses: e se a missão enviada aos Portões do Sussurro fosse a verdadeira, mas os escolhiodos falhassem e o livro tratasse sobre como eles vivem suas vidas APÓS fracassarem em uma missão que salvaria o reino?

Essa última opção foi a que mais me atraiu. Não é spoiler, entendem? Por que isso estaria na sinopse do livro e o tipo de história seria um tipo diferente…. imaginem: Eisland, a terra do norte, enviou seus escolhidos para uma importante missão; libertar os Deuses aprisionados há eras nos Portões do Sussurro, um portal mágico que os impede de acessar o mundo dos mortais e ajudar suas criações em uma terrível guerra.

Entretanto, os escolhidos falharam, a missão foi um fracasso e os exércitos inimigos do sul avançam em hordas intermináveis sob suas terras.

Não existe mais salvação. Não existem mais os eleitos dos deuses. Eisland está perdida e a única coisa que os escolhidos podem fazer tentarem levar suas vidas da melhor forma possível e sobreviverem em uma terra onde se tornaram párias.

 

 

Bom, a ideia geral é essa mesma.  Claro que nada disso está confirmado, eu estou naquela fase de ideias, onde todas elas parecem maravilhosas e inovadoras. Mas escrever funciona assim, não? Uma avalanche de ideias que te invade e te faz lamer por não poder se dividir em 5 e escrever 5 romances de uma vez só.

Dúvidas? Sugestões? Críticas? Usem os comentários ou falem comigo pelo Face e Twitter 🙂

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imagem: divulgação

 

Quick Post: Projetos 2013

E a quantas andam seus projetos, Zero?

Pra você que viu meus projetos deste ano, eu gostaria de anunciar que a maioria deles está quase completo. Se você ainda não viu, CLIQUE AQUI para dar uma conferida em tudo que andei planejando.

O Éride vai ter que esperar. Eu cometi uma mancada meio feia naquele post e esqueci de dizer que o Éride é elaborado por uma equipe, os dois criadores do cenário, Victor Bergmann e Rafael Neri. (Mea Culpa, sorry MESMO). Mas, para darmos continuidade a ele precisamos ajustar muitas coisas do cenário. Então vai demorar um pouco, o que me dá tempo para mexer nos cenários que são apenas meus.

Minha primeira mudança foi com relação a TAENARUM, que era meu cenário de fantasia onde os elfos tinham estabelecido uma ditadura e dominado as outras raças. Percebi que ele não é tão rico assim, mas que eu posso usar as ideias dele , “canibalizar” seria o termo correto. Algumas partes dele vão para Nordara, o mundo de O Baronato de Shoah, outras partes ainda não tenho certeza. De qualquer modo, tenho que reler tudo e ver o que, realmente, pode ser aproveitado.

O que nos resta?

 

CRÔNICAS DE NORDARA:

Segue abaixo o resultado de cada um dos contos/romances, o que aconteceu ou acontecerá com cada um deles.

“O Baronato de Shoah: a máquina do mundoo” – Finalizado, revisado, enviado à editora. Agora é só esperar 🙂

Qliphoth – a árvore da morte” – Conto finalizado e revisado. Conta a origem da Qliphoth, a anti-Kabalah e de como dois órfãos que cresceram em meio aos bnei shoah se tornam os maiores inimigos da elite imperial.

Yom Nekamá – dia da vingança” – Finalizado e revisado. Apresenta a Rosa Púrpura, uma sheyvet da elite militar que é composta apenas por mulheres.

Jon Kohler e os malditos” – Em produção. Neste conto somos apresentados a Jon Kohler, um syrian de Latakia que é o líder de um grupo de aventureiros em perseguição a Luther Meinhoff – um ativista zumbi que luta pela igualdade entre vampiros, lobisomens, fadas, feiticeiros e zumbis no reino de Latakia.

Raventhor” – Era para ser um conto, no máximo uma noveleta. tenho 40 páginas dessa história e descobri que não dá para fazer um conto nem noveleta com ele, pelo fato de que há muito a contar e muita cultura a criar. Virou um romance com o título provisório de “Os Lobos de Järvenden”  (lê-se Jar-vêen-deeen)

Virou uma história independente, apesar de ambientada em Nordara. Ou seja, você pode ler Os Lobos de Jarvenden e jamais tocar em um dos livros de O Baronato de Shoah.

Baumgart –  grito de liberdade” –  Em produção. fui pesquisar comunidades africanas e russas para basear meus orcs e anões, agora tenho informações muito bacanas e que gostaria de desenvolver melhor. Vai demorar a sair, vai acabar virando noveleta ou romance. Não me perguntem dele, ainda…

 

NOVAS ENCRENCAS… digo, projetos!

Vocês já devem ter visto que andei postando novidades por aqui, não? A primeira delas era o post sobre Eisland, o norte de Nordara.  Depois desse post ficou mais fácil escrever minha ideia, “Os lobos de Järvenden” e de separá-la de O Baronato de Shoah. em um mundo ideal eu transformaria isso aqui em uma trilogia, que eu gostaria de chamar “A saga dos vazios” ou algo assim. Na sequência os livros seriam: Os Lobos de Järvenden, Os ursos de Baresak e As Corujas de Akhena (ou Strigidae, sei lá).

Isso em um mundo ideal. No mundo real o primeiro livro é único e não precisa de continuações.

 

Por fim, A Facção Vermelha, um livro independente que se passa em um mundo onde a magia é abundante e caçadores de magos têm que manter tudo sobre controle, por que qualquer criança de sete anos é capaz de invocar um arqui-demônio ou explodir um prédio.

 

 

 

Os Portões do Sussurro

Quando eu pensei em Eliath (ou Eisland), eu imaginava uma terra entre vikings e celtas. Algo que remetesse ao bom-selvagem de Nordara, que fosse misterioso, mas sedutor, violento, mas heroico.

Fui pesquisar um bocado sobre a cultura nórdica e percebi que dava para brincar muito com eles. Criar minha própria versão dos bárbaros de Nordara. Você viu, no meu último post, as primeiras informações sobre esta terra enigmática que assusta até mesmo o Quinto Império, uma terra de metamorfos que adoram aos Deuses.

Por que não um romance? Não estou falando de umsa saga épica de vinte livros de 300 páginas, mas de um romance simples e despretensioso, feito para o leitor conhecer os outros aspectos do mundo de Nordara.

Pensei em uma missão. Duas, na verdade. A primeira delas é um subterfúgio para atrair a atenção de espiões: os maiores guerreiros de Eisland são enviados para procurar os túneis secretos que levam ao coração do Quinto Império. Wienjhar e Wortenjhar Farn Thorn lideram uma equipe composta pelos mais valorosos khans em busca da salvação de sua raça.

A segunda missão é uma farsa: cinco escolhidos devem ir até os Portões do Sussurro e libertar os novos Deuses que lá estão aprisionados. Eles são um problema para o exército, encrenqueiros que se destacaram e incomodaram as lideranças. Suas famílias são pobres, seus recursos são parcos e mesmo assim Järvenden os escolheu como os arautos da liberdade. Erinjhar Farn Eldfell, Sombra de Inverno, Dedrick Raventhor, Eleniak Sadhart, Vikko Espírito da Tempestade, estes são os nomes dos escolhidos, os libertadores de Eisland!

O problema começa quando as duas missões se confundem e se torna impossível distinguir qual delas é a mentira e qual é a verdade. Como saber se os Portões do Sussurro realmente abrigam os novos Deuses ou se os túneis realmente levam ao coração do inimigo? Se os seus amigos são capazes de mentir para você, o que os seus inimigos farão?

Uma nova cultura, um novo inimigo em Nordara. Traições, mentiras, amizades e um épico (de umas120 páginas, esse é o MEU desafio).

Não perca as atualizações aqui no blog 😉

(ps – já tenho 40 destas 120, viu turminha? E o título “Os Portões do Sussurro é provisório…se alguém tiver uma ideia, agradeço)

#Rascunhos: Falso Prelúdio – Namid

O texto era uma primeira tentativa de fazer o prelúdio do Baronato de Shoah. Achava isso genial, até deixar guardado na gaveta por dois anos e reler agora.

Ele também abre minha série de posts sobre evolução da escrita e a capacidade do autor em analisar a si mesmo, percebendo falhas e deslizes em sua própria obra. Com o passar do tempo, evoluímos e crescemos; aprendendo novas técnicas e novas maneiras de dizer a mesma coisa. Por que eu não gosto mais desse texto? É difícil, tem referências demais, é cheio de inversões, ecos e não diz o que está acontecendo.

O que eu lembro que coloquei aí? I-juca-pirama, Dragonlance, 300 de esparta, e um pouco de Leonel Caldela… acho.

 

Enjoy it!

Quando ela nasceu, nenhum dos Antigos viu seus olhos.

       Havia apenas medo e temor, quando a criança das sombras nasceu.

       Medo e temor.

       Jogaram–lhe as runas pintadas com sangue e gelo para ver seu futuro: imagens sem vida, sem tempo, sem alma, borradas por lágrimas de fogo e desespero. Sem ter pra onde ir, que fariam elas? Seriam apenas lembranças ávidas do devir, arremessadas por mãos idosas.

        Uma sombra volitava acima do mundo, densa como neve, forte como a tempestade. Houve comoção nas terras brancas de Hovgard, onde, tal como a guerra, o frio jamais cessa. As tribos silenciaram, não houve canção de guerra, nem o lobo uivou, ou o urso rugiu. Nenhuma das mulheres clamou pela criança, nenhum animal relinchou na noite eterna que cobria a terra–do–povo; se alguém tivesse quebrado o silêncio, outro destino aguardaria o maldito.

       A silente melodia foi ouvida.

       Dizem as lendas que a prole do rei fora nomeada “Namid”  porque tinha o rosto duma canção e o olhar escuro de todas as sombras – e nenhuma. Era o dançarino das estrelas, o mal predito em palavras de senis testemunhos.

       Continuaria o pueril espírito vivo? Choraria na presença da morte? Se chorou, filho do rei não era. Pois não descendem os fracos dos fortes, sozinho e maldito nesta terra a prole era um canto de morte… e no abismo sombrio, arremessada foi…

       Dizem eles que nenhuma lágrima foi derramada na tribo. Não havia espaço para a dor, não havia espaço para o sofrimento.

       Dor era fraqueza. Fraqueza era crime. Sofrimento era a vida; a vida dos khans em sua eterna guerra contra Gellius, o cândido flagelo.

       As montanhas de Hovgard abraçaram carinhosamente seu filho: frias, distantes, concupiscentes, maternais.

#Reflexões: o valor da fantasia

arqueiraSão 11:45 da noite aqui no Canadá, e, entre conversas com a namorada, rascunhos do livro novo, música, risadas e discussões acaloradas socioeconômicas, me surge a seguinte dúvida: em um mundo cheio de revoltas, crises, ditadores e imperialistas, qual o espaço ou a função da literatura de fantasia? Ela ainda é tão importante assim, mesmo com o mundo “pegando fogo”?

Vejam bem, a fantasia pode ser um escapismo, mas, ao mesmo tempo, pode ser uma metáfora, uma alegoria do mundo real. E muitas vezes o autor não pensa nisso, muitas vezes um livro não passa de uma batalha maniqueísta com dois lados muito bem definidos e funções distintas. Há uma missão, um objeto a ser destruído, um inimigo a ser derrotado, e um reino a se ver livre. Fim. Vivem felizes para sempre.

 

Mas não se se isto começa a soar artificial depois de um tempo, conseguem me entender? Sei lá, o que houve na Terra-Média após a queda de Sauron? Quais as cicatrizes em Westeros no fim do Jogo de Tronos?

Quando Takhisis é destruída, nos romances de Dragonlance, logo surge outro vilão para tomar seu lugar. E nos romances de vocês? O que acontece após o fim?

 

Digo isso, também, por que comecei a escrever sobre os elfos de Nordara, o mundo do Baronato de Shoah, e comecei a pensar em seu passado: os elfos vieram de Kriemhild, território além-mar que nunca foi dominado por Titãs, mas teve sua própria Nêmesis, um ser chamado Urgrash que dominou a terra com mão de ferro e foi responsável por massacres sem-fim, utilizando os orcs, goblins, hobgoblins e homens-lagarto (além de u arsenal de outras criaturas mágicas que não cabem em um post).

Urgrash foi derrotado por um grupo de heróis, um membro de cada raça “boazinha”: humano, elfo, anão, troll, gnomo, halfling, minotauro, centauro e fada. O problema é que estes heróis pouco se importaram com a cultura regional e dividiram Kriemhild entre si, estabelecendo a “Aliança dos Nove Reinos”, separando famílias, clãs, culturas e economias mais ou menos pré-estabelecidas. O resultado? O mesmo da Partilha da África: guerras civis, fome, morte, mágoas.

Conforme estes heróis morriam seus sucessores dividiam os reinos em partes menores entre si, até que Kriemhild mergulhou em uma violenta guerra civil que culminou no extermínimo dos humanos no continente, a escravização dos orcs e goblins, a dissolução do reino dos anões, o banimento das fadas e a supremacia élfica. Hoje Kriemhild é dominado pelos elfos, que se julgam o “povo superior” e exercem grande poder sobre os demais, tratando gnomos e halflings como seus vassalos e vendendo orcs como mercadoria.

 

Bom, sei lá, este post era só para comentar da eterna discussão “o valor da fantasia”, e, no fim, me serviu de inspiração.

Vejo vocês por aí!

 

J.R.Vieira

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